Mostrando postagens com marcador Cervejas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cervejas. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Minha primeira cerveja

Dizer por aí que você está fabricando a sua própria cerveja pode soar estranho. Sério? Mas fica boa? Não da muito trabalho? Não é melhor comprar pronta?

Hoje, depois de fazer a minha primeira leva de cerveja, encho a boca pra dizer. É sério! Fica muito boa! Dá muito trabalho! E mesmo assim não é melhor comprar!

Para os homebrewers (como são chamados aqueles que fazem sua própria cerveja) produzir a sua bebida favorita é um orgulho imenso. Poder oferecer para amigos e familiares uma bebida 100% caseira e ver o quanto eles estão curtindo experimentar não tem preço.

Essa ideia surgiu depois de ver amigos próximos fazendo suas próprias cervejas e ver que o resultado era ótimo. Lembro quando bebi a primeira cerveja da Confraria Decanos, formada pelos meus amigos Guilherme Bieler, Marcelo Vilella, Bruno Kuhl e Gustavo Longo. Depois de experimentar (e aprovar!) decidi que também queria fazer a minha!

Primeiro fui buscar qual curso fazer. No Rio de Janeiro, o curso mais conhecido é o do Mestre Cervejeiro Leonardo Botto  no qual eu fiz e aprovo. Para um iniciante o curso foi excelente!

Com o crescimento do movimento cervejeiro podemos encontrar diversos cursos no site da Acerva Carioca entretanto, não tenho conhecimento sobre os outros cursos para dar pitaco por aqui!

O segundo passo foi encontrar amigos que curtissem cerveja e estivessem empolgados e comprometidos com essa ideia! Consegui convencer meus amigos Bernardo Costa e Leo Gil e embarcarem nessa comigo!


O terceiro passo foi o mais complicado, preparar e investir em toda a parafernalha necessária para a produção, panela com torneira, balde, fundo falso, geladeira, insumos...demoramos quase dois meses para deixar tudo pronto! Nesse meio tempo, muitas dúvidas surgiram e agradeço a diversos amigos que me ajudaram nesse processo, afinal, após mais de dois meses muitas informações aprendidas no curso já tinham caído no esquecimento e muitas outras haviam surgido.

Depois desse período crítico, conseguimos agendar o nosso Brewday! Às 7 horas da manhã de um domingão ensolarado começamos nossa produção e após 9 horas de trabalho nossa primeira leva estava pronta, 16 litros de expectativas foram parar dentro de um balde fermentador...agora era só esperar.

Após longos 23 dias (tempo para a fermentação e maturação da bebida) finalmente estávamos livres para provar nossa primeira cerveja! Nos reunimos, ansiosos pra saber o resultado e quando abrimos a primeira garrafa o som do gás ao retirar a tampinha soou com música aos nossos ouvidos, naquele momento, tinha certeza de que a cerveja tinha dado certo.


 O resultado não poderia ser melhor... a nossa Golden Ale ficou encorpada, com uma coloração ótima, uma espuma espessa e cremosa, quase não dava para acreditar que foi feita por nós mesmo com um equipamento tão simples! A resposta de todos que experimentaram também nos deixou muito animados, todos gostaram e aprovaram nossa cerveja, o que nos deixou ainda mais felizes!



E agora? Qual o próximo passo?

Continuar produzindo, aprimorando e aumentando a nossa produção! Ainda temos muito pra aprender!

E vocês, já experimentaram uma cerveja 100% artesanal?

Cheers!

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Westvleteren 12! A melhor do mundo?

Quantas vezes na sua vida você já teve a oportunidade de experimentar algo considerado "o melhor do mundo"?

Um restaurante, um vinho, um hotel...enfim, para quase tudo na vida existe algo que é considerado o melhor. Está no sangue do ser humano classificar, é algo que nos ajuda a quantificar as experiências vividas.

Trazendo esse papo para o mundo cervejeiro, tive a oportunidade de experimentar a Westvleteren 12, considerada a melhor cerveja do mundo, com pontuação máxima nos principais sites de avaliação de cerveja, o Rate Beer e o Beer Advocate.




A Westvleteren 12 é produzida na abadia de St. Sixtus, na Bélgica, por cerca de 10 monges que produzem e vendem a cerveja para manter o funcionamento do local, sem fins lucrativos. Esse fato faz com que a Westvleteren 12 tenha produção super limitada e sem distribuição massificada (as compras só são feitas e retiradas na própria abadia!).

Aonde comprei a minha?

Não, não tive coragem de pagar os R$ 170 na long neck que é vendida nos lojas especialidas aqui no Brasil. Dei sorte de ter uma esposa fantástica, que disponibilizou uma manhã da sua viagem a Paris para dar um pulo na Bootlegger (http://bieres-bootlegger.nuxit.net/) loja especializada que encontrei numa busca pela internet, para me presentear!

Lá, além de encontrar a Westvleteren 12 ela ainda encontrou um kit com 4 garrafas e duas taças, que mais tarde fui descobrir ser uma edição especial, que foi vendida de forma mais abrangente e foi criada pelos monges para uma reforma específica na abadia. Houve uma corrida aos supermercados belgas (olhem esse link www.deredactie.be/cm/vrtnieuws.english/mediatheek_en/1.1146781) para comprar esse mito do mundo das cervejas.

O kit (foto abaixo) saiu por volta de 50 euros, o que valeu muito a pena!



Agora, neste momento vocês devem estar se perguntando, é boa mesmo???

Sim, muito boa! Com coloração escura e turva e espuma bege, possui um aroma que pode ser sentido a distância. Na boca possui uma complexidade imensa e um adocidado e teor álcoolico (10,2%) muito bem encaixados. A Westvleteren 12 deve ser experimentada pelo menos uma vez por aqueles que apreciam as cervejas especiais, porque realmente é diferenciada.



Mas e ai? É a melhor do mundo?

Espero que não! Com certeza é uma cerveja que está no meu Top 3, mas confesso que fiquei um pouco encucado! Será que não existe uma cerveja melhor do que essa? Esse é o limite?

Acredito que a dificuldade de compra, o alto preço da revenda e o modo de fabricação criam uma áurea especial e  expectativa enorme em cima da Westvleteren 12 e posso afirmar que ele segura bem esta responsabilidade!

Mas ainda tenho muitas cervejas para provar e muitas experiencias para viver e duvido que um dia consiga classificar uma cerveja como a melhor...

E você, já experimentou a  Westvleteren 12? Qual a sua opinião?

Cheers!

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

St. Bernardus x Hoegaarden: Duelo de Witbiers

Hoje resolvi fazer um duelo de Witbier e para isso trouxe duas representantes de peso do estilo. A St. Bernardus Wit e a Hoegaarden.

A Witbier é o estilo belga de fazer cervejas de trigo. São conhecidas como cervejas brancas devido a sua coloração. São cervejas super aromáticas pois  especiarias são adicionadas em sua produção (principalmente casca de laranja e coentro).

Costumam agradar ao paladar do brasileiro porque são refrescantes e se adaptam bem ao nosso clima.

Agora falando das cervejas, primeiro a Hoegaarden:



Possui uma coloração bem esbranquiçada, baixa formação de uma espuma bem fina. Extremamente aromática, consegue-se sentir fácil o aroma cítrico da casca de laranja. Na boca, apresenta baixo corpo (cerveja leve) e sútil acidez (a acidez deixa a cerveja mais refrescante!). Quase não possui amargor, considero uma ótima cerveja.

É facilmente encontrada nas grandes redes de supermercado seu preço é ótimo, geralmente na faixa de R$ 6,00.

Já a St. Bernardus Wit, é a representante do estilo Witbier de uma das principais cervejarias belgas.



Apresenta coloração mais amarelada do que Hoegaarden. Possui também pouca espuma e é sutilmente mais aromática do que a Hoegaarden. Entretanto, possui mais acidez e um amargor mais presente sendo uma cerveja mais marcante. Também possui baixo corpo e ótima drinkability.

A St. Bernardus Wit já é uma cerveja mais difícil de ser encontrada e para acha-lá você terá que procurar em casas especializadas. Seu preço também é mais elevado, R$ 12,90 no site do Puro Malte (link no final do post).

Então, quem ganha esse duelo?

Na minha opinião a Hoegaarden, apesar de ambas serem deliciosas! Mas o fato de ser mais fácil de encontrar, com um preço mais em conta faz uma bela diferença!

E na sua opinião, qual é a melhor Witbier?

Cheers!






quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Franziskaner, o primeiro amor...


Minha paixão por cervejas especiais começou devido a esse padre fransciscano, simpático e barrigudo, com uma caneca de respeito em punho!

Depois de provar a Franziskaner Weissbier um mundo novas de possibilidades se abriu! "Como eu não conhecia isso antes?"era a única pergunta que passava pela minha cabeça.

De cor dourada e opaca, com uma espuma cremosa e abundante, a alemã Franziskaner (carinhosamente apelidada por mim de "Padreco") é super refrescante, ideal para se beber em um dia de calor.

No aroma e no paladar o sabor frutado de banana é super marcante e o cravo também é percebido. Possui um final longo e doce, talvez por isso agrade tanto os iniciantes em cervejas especiais.

A Franziskaner é na minha opinião umas das cervejas top do estilo "Cervejas de Trigo" e super fácil de ser encontrada já que é importada pela Ambev, então, é figurinha fácil nas grandes redes de supermercado!

Seu preço também é acessível, dificilmente passa dos R$ 10,00 nos mercados.
Cheers!